ESTADO DE MATO GROSSO
PREFEITURA MUNICIPAL DE CÁCERES
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA – CEFAPRO
GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM - MEC
RELATÓRIO
GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA
1º SEMESTRE
PROFESSORA FORMADORA: ROSELI DO NASCIMENTO MOREIRA
CÁCERES-MT, 20 DE JUNHO DE 2009.
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GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM - MEC
Relatamos aqui as atividades desenvolvidas através do Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II de Língua Portuguesa no município de Cáceres – MT.
As atividades aqui relatadas foram desenvolvidas com os professores cursistas de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental das redes municipal e estadual de ensino neste primeiro semestre de 2009.
Atendemos neste período, 84 (oitenta e quatro) professores cursistas, divididos em 02 (duas) turmas.
Os encontros coletivos (oficinas) são mensais e tem a duração de 08 horas cada. Neste primeiro semestre foram realizadas 03 (três) oficinas e acompanhamentos pedagógicos no intervalo entre uma oficina e outra.
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GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM - MEC
1ª OFICINA
GUIA GERAL
A apresentação do Programa Gestão da Aprendizagem – Gestar II de Língua Portuguesa ao professores cursistas do município de Cáceres iniciou-se em clima de expectativas e dúvidas por parte de todos: O Gestar era só mais um curso de capacitação de professores? Teria acompanhamento? Ajudaria na prática pedagógica? Afinal, o que era o Gestar II?
Antes de apresentarmos o Programa Gestar II e responder todas essas questões, optamos por desenvolver uma atividade que abrisse espaço para que os professores se apresentassem aos colegas e ao mesmo tempo pudessem compartilhar com o grupo suas angustias e frustrações enquanto professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental.
A atividade foi denominada de “Muro do Desabafo”. Diante dele, os professores expuseram todas as dificuldades vivenciadas em sala de aula tais como: indisciplina, desinteresse dos alunos, famílias desestruturadas e descompromissadas com a educação dos filhos, alunos com conhecimentos aquém do esperado para o nível de ensino que estão cursando, a falta de recursos didáticos pedagógicos adequados, escolas com estrutura física inadequada, avaliação inadequada do processo ensino aprendizagem, violência dentro e fora das escolas entre outros.
Na seqüência apresentamos o muro “Os Saberes e Sabores da Docência”, representando alguns, dos muitos aspectos positivos dessa profissão (a competência, sabedoria, alegria, criatividade, inovação, desafio, descoberta, superação, envolvimento, transformação...) que tem compromisso com a construção da cidadania.
Compreendemos que este foi um momento importante para começarmos nossa reflexão sobre o que ocorre dentro e fora da sala de aula, tanto do ponto de vista do conteúdo pedagógico como das relações entre os sujeitos envolvidos no processo de ensino aprendizagem. Sabemos que a sala de aula é um espaço privilegiado para ação educativa e o professor, como mediador desse processo contribui para o desenvolvimento de uma cidadania adaptada ao mundo contemporâneo e a para a construção das competências (Perrenound, Thurler, Macedo, Machado e Allessandrini, 2002).
Ilustramos esta concepção, trabalhando o filme “O Saber e o Sabor” que dentre outras coisas, aborda uma ação educativa baseada em uma pedagogia construtivista que garante os sentidos dos saberes, cria situações de aprendizagem, administra a heterogeneidade e leva a reflexão dos processos e percursos da formação de professores.
Foi partindo deste pressuposto que apresentamos o Programa Gestão da Aprendizagem – Gestar II de Língua Portuguesa aos professores cursistas de Cáceres: Modalidade, Proposta Pedagógica, Fundamentos da Proposta Pedagógica, Currículo do Gestar II de Língua Portuguesa, Avaliação, Expectativas de Mudanças e Especificidades do Programa, dando ênfase ao fato de que o Gestar II se orienta para a criação de uma nova escola, que contemple a complexidade do mundo contemporâneo articulando-o com a educação dos alunos, não perdendo de vista a formação permanente dos professores e as possibilidades de proporcionar espaços para o aperfeiçoamento do seu desempenho pessoal e acadêmico (MEC, 2008).
Com todas as dúvidas sanadas, encerramos a oficina com a avaliação das atividades desenvolvidas ao longo do dia. Através das avaliações, constatamos que os professores cursistas ficaram satisfeitos com as atividades e principalmente com a proposta de trabalho do Gestar II. Salientaram, no entanto a necessidade de terem o material do Programa em mãos, assim como o acompanhamento pedagógico do Professor Formador no decorrer do curso.
2ª Oficina
Gêneros e Tipos Textuais
Com o objetivo de proporcionar momentos de estudos e reflexões sobre o trabalho com os gêneros e tipos textuais em sala de aula, iniciamos a oficina do TP 3 de Língua Portuguesa explorando a concepção que nossos professores possuíam em relação ao tema. Para tanto, utilizamos uma atividade que introduziu o assunto de forma diferenciada e dinâmica, Considerando que os professores cursistas ainda não estavam de posse do material didático do Programa e, portanto não havia relato de transposição didática baseada nos “Avançando na Prática”.
Assim, levamos uma grande variedade de gêneros textuais para que os professores fizessem a análise dos textos: classificação (gênero), forma, leitor, tipo de linguagem, finalidade e aplicabilidade em sala de aula. O resultado da atividade foi muito bom, pois possibilitou a análise de diferentes textos, tendo como base as orientações e sugestões do TP3 e a troca de experiências de trabalhos já realizados pelos professores. Complementamos esta atividade com a leitura do texto do Ampliando nossas referências: “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” de Luiz Antonio Marcuschi.
Utilizando o poema “Poema tirado de uma notícia de Jornal” de Manoel Bandeira e a música “Bom dia” de Gilberto Gil e Nana Caymmi, os professores cursistas realizaram as atividades propostas na Oficina 5 : planejaram atividades de leitura,interpretação e produção de textos visando à análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais.
A leitura e discussão do texto “Descrição e dissertação” (Platão, F. & Fiorin, J. L. Para entender o texto) do Ampliando as referências, permitiu uma reflexão sobre as características e o uso, dentro fora da sala de aulas, dos vários tipos de textos: narrativos, descritivos, dissertativos (expositivos e argumentativos) e os injuntivos e preditivos.
Após, divididos em pequenos grupos, os professores desenvolveram as atividades 04 da Unidade 11 e 05 da Unidade 12 pois estas eram consideradas fio condutor de reflexão sobre os conceitos fundamentais das unidades acima citadas .
Concluímos o TP3 desenvolvendo as atividades propostas na Oficina 6 que serviram para consolidar os conhecimentos construídos até aquele momento.
A avaliação da Oficina “Gêneros e tipos textuais” desenvolvida no município de Cáceres foi muito positiva, atendendo as expectativas e objetivos dos professores cursistas e formador. Além das atividades orientadas no material, incluímos outras atividades (leitura/declamação de poesia e/ ou trecho de poesias) que contribuíram bastante com a construção do conhecimento em relação ao tema trabalhado. Salientamos, no entanto que a transposição didática não aconteceu no período correto porque os professores cursistas não tinham o material.
3ª Oficina
Leitura e processos de escrita I
Para dar continuidade a elaboração de conceitos e práticas consideradas fundamentais para a elaboração do fazer pedagógico do professor de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental, demos início à Oficina de Leitura e Processos de Escrita, sugerindo aos professores que em uma folha de papel fizessem seu auto-retrato. Na parte interna da folha pedimos que uma parte dos professores conceituasse o processo de aquisição da escrita a outra parte o processo de aquisição de leitura.
Os depoimentos e conceitos que surgiram a partir desta atividade serviram de pretexto para discutirmos o conceito de letramento que considera tanto a escrita como a leitura como práticas sociais básicas para o ensino a partir do texto.
De acordo com esta concepção, o letramento é o estado ou condição que adquire um grupo social ou indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita. Sendo assim, o professor precisa desenvolver um trabalho de leitura, compreensão, interpretação e escrita de diversos tipos e gêneros textuais, possibilitando assim a compreensão da funcionalidade da língua por parte do aluno.
O texto “De como se constitui a questão...” (Matencio, M de L. M., 1994) em Ampliando nossas referências, complementou as reflexões e discussões sobre as atividades de construção de sentidos, práticas discursivas de leitura e escrita, processo de letramento e a leitura e escrita dos alunos.
Os relatos das transposições didáticas constituíram outro importante momento para troca de experiências, análises e reflexões sobre a prática pedagógica dos professores cursistas. A partir desses relatos foi possível perceber os avanços e dificuldades vivenciados por eles no desenvolvimento das atividades dos “Avançando na Prática” e do AAA 4, e fazer as intervenções e orientações necessárias.
Na seqüência realizamos a atividade com o poema “Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drummond de Andrade - Oficina 7. Os professores cursistas, divididos em pequenos grupos e por série, planejaram a exploração do poema com seus alunos . Neste momento, muitos professores fizeram, o relato das atividades desenvolvidas. Durante a avaliação da atividade, os professores demonstraram estarem muito entusiasmados com as atividades sugeridas no material do Gestar II e com as sugestões dos colegas.
Com base no texto “Porque meu aluno não lê?” (Kleiman, 2002) do Ampliando nossas Referências, discutimos o processo de leitura e compreensão do texto, abordando os tipos, objetivos e procedimentos de leitura, considerando inclusive a estrutura do texto.
Iniciamos a Oficina 8, com os relatos das atividades desenvolvidas dos Avançando na Prática , referentes às Unidades 15 e 16. Neste momento os professores relataram que as atividades sugeridas são muito práticas e envolventes, pois é possível trabalhar os vários gêneros e tipos de textos considerando a diversidade cultural dos alunos. Fechamos os relatos discutindo as crenças, teorias e fazeres na produção textual.
Com depoimentos de escritores e educadores como Patativa do Assaré, Paulo Freire, Luís Fernando Veríssimo, Luiz Vilela e Lygia Fagundes Telles, concluímos o assunto sobre o processo de aquisição de leitura e escrita.
Na segunda parte da Oficina 8, os professores realizaram as atividades propostas fazendo o planejamento de atividades que desenvolveriam com os alunos a partir das imagens da Oficina 8.
A avaliação da Oficina como um todo, foi muito satisfatória, pois os professores estão conseguindo fazer a relação entre teoria e prática pedagógica.
ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO
No intervalo entre uma oficina e outra realizamos o Acompanhamento Pedagógico aos professores cursistas do Gestar II.
Essa atividade possibilitou o acompanhamento in loco do trabalho desenvolvido pelos professores cursistas, assim como realizar intervenções e orientações pontuais, de acordo com as necessidades verificadas.
Essa prática mostrou-se bastante eficaz, a partir do momento que os professores cursistas compreenderam que este acompanhamento tinha como objetivo auxiliá-los no desenvolvimento das atividades.
AVALIAÇÃO
Todas as atividades desenvolvidas contribuíram muito com a prática pedagógica e formação, tanto de professores cursistas quanto do professor formador.